Cirurgia Plástica
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Dermolipectomia Abdominal - Cirurgia Plástica do Abdomen:
Com o envelhecimento, gravidezes, alternância de engorda
e emagrecimento, ocorre um abaulamento flácido do abdômen, formado por
sobra de gordura e principalmente de pele.
A cirurgia plástica do abdomem remodela ao retirar o excesso de tecido
(pele e gordura) que se acumula abaixo do umbigo e ao ajustar a cinta
muscular frouxa.
Não é uma cirurgia para emagrecer e sim para o remodelamento do abdômem e retirada do excesso de pele. A leitura destas observações sobre a cirurgia plástica abdominal servirá para esclarecê-lo(a) sobre os detalhes que certamente estão lhe interessando no momento.
Existem informações errôneas quanto a esta cirurgia,
informações essas geradas por casos excepcionais de pacientes operadas
por profissionais não habilitadas para tal ou outros que costumam associá-la
a intervenções cirúrgicas maiores, na cavidade abdominal, aumentando o
risco e o prognóstico pós-operatório.
Deixe que o seu cirurgião plástico escolhido lhe informe sobre a conveniência
de associá-la a outra (s) cirurgia (s) e pondere bastante com ele sobre
as vantagens e desvantagens de tal associação.
Normalmente, as seguintes perguntas são feitas pelos(as) pacientes ao
seu cirurgião plástico, por ocasião da consulta inicial:
· P: QUANTOS QUILOS VOU EMAGRECER COM A DERMOLIPECTOMIA ABDOMINAL?
· R: Sendo uma cirurgia plástica que retira determinada quantidade
de pele e gordura, evidentemente haverá uma redução no peso corporal,
que varia de acordo com o volume do abdome de cada paciente. Não são,
entretanto, os "quilos" retirados que definirão o resultado estético,
mas sim as proporções que o abdome mantenha com o restante do tronco e
os membros. Paradoxalmente, os abdomes que apresentam melhores resultados
estéticos são justamente aqueles em que se fazem as menores retiradas.
Assim é que a maioria das mulheres apresentam certa "flacidez" do abdomem
após 1 ou vários partos, com predominância de pele sobre a quantidade
de gordura localizada na região. Estes casos nos permitem excelentes resultados.
Em outros casos, em que o paciente está com o peso acima do normal, o
resultado também será compensatório e proporcional ao restante do corpo;
entretanto, vale a pena lembrar que "excesso de gordura" em outras regiões
vizinhas do abdome ainda existirão, o que nos leva a aconselhar àquelas
que assim se apresentem a prosseguir com um tratamento clínico ou fisioterápico,
para equilibrar as diversas partes entre si.
· P: A CIRURGIA PLÁSTICA DO ABDOME DEIXA CICATRIZ MUITO VISíVEL?
· R: A cicatriz resultante de uma dermolipecitomia localiza-se
horizontalmente logo acima da implantação dos pelos pubianos, prolongando-se
lateralmente em maior ou menor extensão, dependendo do volume do abdome
a ser corrigido. Esta cicatriz é planejada para ficar disfarçada sob as
roupas de banho (há casos, mesmo em que a própria "tanga" poderá ser usada),
e infalivelmente passará por vários períodos de evolução, como se segue:
a- PERÍODO IMEDIATO: Vai até o 30° dia e apresenta-se com aspecto excelente
e pouco visível. Alguns casos apresentam discreta reação aos pontos ou
ao curativo.
b- PERÍODO MEDIATO. Vai do 30° dia até o 12° mês. Neste período haverá
espessamento natural da cicatriz, bem como mudança na tonalidade de sua
cor, passando de "vermelho" para o "marrom", que vai, aos poucos, clareando.
Este período, o menos favorável da evolução cicatricial, é o que mais
preocupa as pacientes. Como não podemos apressar o processo natural da
cicatrização, recomendamos às pacientes que não se preocupem, pois o período
tardio se encarregará de diminuir os vestígios cicatriciais.
c- PERÍODO TARDIO: Vai do 12° ao 18° mês. Neste período, a cicatriz começa
a tornar-se mais clara e menos consistente atingindo, assim, o seu aspecto
definitivo. Qualquer avaliação do resultado definitivo da cirurgia do
abdome deverá ser feita apó;s este período.
· P: EM QUANTO TEMPO ATINGIREI O RESULTADO DEFINITIVO?
· R: Na resposta anterior foram feitas algumas ponderações sobre
a evolução da cicatriz. Entretanto, resta ainda acrescentar algumas observações
sobre o novo abdomem, no que tange à sua consistência, sensibilidade,
volume, etc.
1- Nos primeiros meses, o abdome apresenta uma insensibilidade relativa,
além de estar sujeito a períodos de "inchaço", que regride espontaneamente.
2- Nesta fase, poderá ficar com aspecto de "esticado" ou "plano". Com
o decorrer dos meses, tendo-se iniciado os exercícios orientados para
modelagem, vai-se gradativamente atingindo o resultado definitivo. Nunca
se deve considerar como definitivo qualquer resultado, antes de 12 a 18
meses de pós-operatórios.
· P: É VERDADE QUE SERÁ FEITO UM NOVO UMBIGO?
· R: Não. O seu próprio umbigo será transplantado e, se necessário,
remodelado. Deve-se levar em conta que, circundando o umbigo existirá
uma cicatriz que sofrerá a mesma evolução da cicatriz inferior (descrita
no item no. 02). Várias técnicas existem para a reimplantação do umbigo.
Todas elas são passíveis de futuras revisões cirúrgicas, caso venha a
ser necessário. Isto acontece em decorrência da anomalia na evolução cicatricial
de certas pacientes, e é passível de correção, mediante uma pequena cirurgia
sob anestesia local, após alguns meses.
· P: A DERMOLIPECTOMIA ABDOMINAL CORRIGE AQUELE EXCESSO DE
GORDURA SOBRE A REGIÃO DO ESTÔMAGO?
· R: Nem sempre. Isto depende do seu tipo de tronco (conjunto tórax
+ abdome). Se ele for do tipo curto, dificilmente será corrigido. Sendo
do tipo longo, o resultado será; mais favorável. Também tem grande importância,
sob este aspecto, a espessura do panículo adiposo (espessura da gordura)
que reveste essa área do corpo.
· P: QUAL O TIPO DE MAIÔ QUE PODEREI USAR, APÓS A CIRURGIA?
· R: O tipo de maiô dependerá exclusivamente de seu próprio manequim.
É claro que os decotes inferiores mais "generosos" (tangas) ficarão por
conta dos casos em que os resultados sejam mais naturais . Lembre-se que
o bisturi do cirurgião apenas aprimora suas próprias formas, que poderão
ser melhoradas ainda mais, com cuidados de uma esteticista ou fisioterapeuta,
desde que se associe estes tratamentos complementares logo nas primeiras
semanas após a cirurgia.
· P: PODEREI TER FILHOS FUTURAMENTE? O RESULTADO NÃO FICARÁ
PREJUDICADO?
· R: O seu médico ginecologista lhe dirá da conveniência ou não
de nova gravidez. Quanto ao resultado, poderá ser preservado, desde que
na nova gestação seu peso seja controlado por aquele especialista. Aconselhamos
entretanto, que tenha todos os filhos programados antes de se submeter
a uma dermolipectomia abdominal.
· P: OUVI DIZER QUE O PÓS-OPERATÓRIO DA DERMOLIPECTOMIA ABDOMINAL
É MUITO DOLOROSO. É VERDADE?
· R: Não. Uma dermolipectomia de evolução normal não deve apresentar
dor. O que existe é um grande equívoco por parte de certas pacientes,
que são operadas simultaneamente de cirurgias ginecológicas associadas
à dermolipectomia e relatam por isso, dores pós-operatórias. Nem todos
os cirurgiões costumam recomendar esta associação de cirurgias, por constituírem
certo risco operatório, além de apresentam inconvenientes como dores e
resultados menos favoráveis.
· P: HÁ PERIGO NESTA OPERAÇÃO?
· R: Raramente a cirurgia plástica de abdomem traz sérias complicações,
desde que realizada dentro de critérios técnicos. Isto se deve ao fato
de se preparar convenientemente cada paciente para o ato operatório, além
de ponderarmos sobre a conveniência de associação desta cirurgia simultaneamente
a outras. O perigo não é maior nem menor que uma viagem de avião ou de
automóvel, ou mesmo o simples atravessar de uma rua.
· P: QUE TIPO DE ANESTESIA É UTILIZADA PARA ESTA OPERAÇÃO?
· R: Anestesia geral ou peridural. Alguns cirurgiões estão empregando
até mesmo a anestesia local sob sedação, em casos especiais.
· P: QUANTO TEMPO DURA O ATO CIRÚRGICO?
· R: Em média 90 a 120 minutos. Este período poderá ser prolongado,
se o caso demandar. Entretanto, o tempo de ato cirúrgico não deve ser
confundido com o tempo de permanência do paciente no ambiente de Centro
Cirúrgico, pois, esta permanência envolve também o período de preparação
anestésica e recuperação pós-operatória. Seu médico poderá lhe informar
quanto ao tempo total.
· P: QUAL O PERíODO DE INTERNAÇÃO?
· R: De 1 a 2 dias (evolução normal).
· P: SÃO UTILIZADOS CURATIVOS?
· R: Sim. Curativos especiais, trocados periódicamente pela equipe
do cirurgião, existem cirurgiões que preferem não utilizar curativos.
· P: QUANDO SÃO RETIRADOS OS PONTOS?
· R: A retirada dos pontos poderá ser iniciada em torno do 7o.
dia, devendo ser feita de maneira seletiva, nos dias que se seguem. Raramente
a retirada total passa de 2 semanas..
· P: QUANDO PODEREI TOMAR BANHO COMPLETO?
· R: Geralmente após 3 dias.
· P: QUAL É A EVOLUÇÃO PÓS-OPERATÓRIA?
· R: Não podemos esquecer que, até que se consiga atingir o resultado
almejado, diversas fases são características deste tipo de cirurgia. Assim
é que, no item 02, foi-lhe informado sobre a evolução cicatricial (até
o 18° mês). No item 03, sobre a evolução da forma do abdome, bem como
a sensibilidade, consistência, etc. Entretanto, poderá lhe ocorrer alguma
preocupação no sentido de "desejar atingir o resultado final antes do
tempo previsto". Seja paciente pois seu organismo se encarregará de dissipar
todos os pequenos transtornos intermediários que, infalivelmente chamará
a atenção de alguma pessoa que não se furtará à observação: "SERÁ QUE
ISTO VAI DESAPARECER MESMO?"- É evidente que toda e qualquer preocupação
de sua parte deverá ser a nós transmitida. Daremos os esclarecimentos
necessários, para sua tranqüilidade. Em tempo: Em algumas pacientes, ocorre
uma certa ansiedade nesta fase, decorrente do aspecto transitório (edema,
insensibilidade, aspecto cicatricial, etc.). Isto é passageiro e geralmente
reflete o desejo de se atingir o resultado final o quanto antes. Lembre-se
que nenhum resultado de cirurgia do abdome deverá ser considerado como
definitivo antes dos 12 aos 18 meses. Em caso de pacientes muito obesas,
poderá ocorrer, após o 8o. dia, "eliminação de razoável quantidade de
líquido amarelado" por um ou mais pontos da cicatriz. Este fenômeno nada
mais é do que o transudamento cirúrgico e a liquefação da gordura residual
próxima à área da cicatriz que está sendo eliminada, sem que isso venha
a se constituir como complicação. Existem recursos para evitar que esse
vazamento venha a lhe ocorrer em situações inoportunas.
RECOMENDAÇÕES SOBRE A CIRURGIA DE DERMOLIPECTOMIA ABDOMINAL
A) RECOMENDAÇÕES PRÉ-OPERATÓRIAS:
1) Comunicar-se com seu médico até 2 dias antes da cirurgia, em caso de
gripe, período menstrual, indisposição, etc.
2) Internar-se no hospital indicado na guia, obedecendo ao horário de
internação.
3) Evitar bebidas alcoólicas ou refeições muito pesadas, na véspera da
cirurgia.
4) Evitar todo e qualquer medicamento para emagrecer, que eventualmente
esteja fazendo uso, por um período de 7 dias antes do ato cirúrgico. Isto
inclui também certos diuréticos.
5) Programar suas atividades sociais, domésticas ou escolares, de modo
a não se tornar indispensável a terceiros, por um período de aproximadamente
2 a 3 semanas.
B) RECOMENDAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS:
1) Evitar esforços por 14 dias.
2) Levantar-se tantas vezes quanto lhe for recomendado por ocasião da
alta hospitalar, obedecendo aos períodos de permanência sentada, assim
como evitar ao máximo escadas longas.
3) Evitar molhar o curativo durante a primeira fase .
4) Não se exponha ao sol ou friagem, por um período mínimo de 2 semanas.
5) Andar curvada, com ligeira flexão do tronco, e manter passos curtos,
por um período de 14 a 20 dias.
6) Obedecer à prescrição médica.
7) Voltar ao consultório para os curativos subseqüentes, nos dias e horários
estipulados. 8) Provavelmente você estará se sentindo tão bem, a ponto
de olvidar-se que foi operada recentemente. Cuidado! A euforia poderá
levá-la a um esforço inoportuno, o que determinará certos transtornos.
9) Não se preocupe com as formas intermediárias nas diversas fases. Tire
com seu cirurgião, e somente com ele, quaisquer dúvidas.
10) Em caso de pacientes muito obesas, poderá; ocorrer, após o 8° dia,
a eliminação de certa quantidade de líquido amarelado ou sanguinolento,
por um ou mais pontos de cicatriz. Não se preocupe, porque se isto lhe
ocorrer não significa complicação.
11) Salvo em casos especiais, alimentação livre, a partir do segundo dia,
principalmente à base de proteínas ( carnes, leite, ovo ) e vitaminas
(frutas).
12) Aguarde para fazer sua "dieta ou regime de emagrecimento", após a
liberação médica. A antecipação desta conduta por conta própria, poderá
determinar conseqÜências difíceis a serem sanadas.
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